Encontro FourC de Gestores tem início com foco em reflexão, emoção e prática
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Começou, nesta sexta-feira (24), o Encontro FourC de Gestores, evento que reúne educadores e lideranças escolares para refletir, compartilhar experiências e construir novos caminhos para a educação.
A programação do primeiro dia começou com o Learning Walk, um dos momentos centrais do encontro. A atividade proporcionou a observação de experiências de aprendizagem, permitindo um olhar mais atento para os ambientes, as interações e as intencionalidades pedagógicas presentes no cotidiano escolar da FourC.
O bate-papo após o Learning Walk ampliou as reflexões, com a equipe da FourC compartilhando as estratégias de ensino e aprendizado que estruturam a escola. Os participantes também tiveram a oportunidade de discorrer sobre suas percepções e promover trocas, aprofundando discussões sobre práticas e desafios da educação contemporânea.
Já no Painel de Soluções, emergiu uma reflexão central: a escola não pode se limitar a ser um simulacro da sociedade, mas precisa se reconhecer como parte viva dela. Isso implica trazer para dentro do ambiente escolar situações reais, desafios concretos e experiências significativas, aproximando os alunos do mundo que os cerca. O painel solidificou a ideia de que a prática de vivenciar problemas autênticos, tomar decisões e compreender seu papel no coletivo amplia o sentido de aprender e prepara, de forma mais consciente, para atuar na sociedade.
Palestra mostra que inovações e emoções são essenciais na educação
Encerrando o primeiro dia, a palestra conduzida por Sara Hughes, mantenedora da FourC, e Juliana Storniolo, diretora de ensino da escola, provocou reflexões relevantes sobre os caminhos da educação, consolidando uma jornada marcada pelo diálogo, pela escuta e pela construção coletiva.
Sara destacou um ponto essencial para compreender o processo de aprendizagem: não existe aprendizado sem emoção. Ao apresentar como o cérebro funciona nesse processo, ela evidenciou que aprender envolve o desenvolvimento de habilidades cognitivas, mas também dimensões emocionais profundas.
Quando o aluno se sente seguro, reconhecido e parte do ambiente, o cérebro se torna mais aberto para aprender. A sensação de pertencimento - de perceber que é importante e que sua presença faz diferença -, por exemplo, atua diretamente na motivação, na atenção e na consolidação do conhecimento. Assim, emoção e aprendizagem não são dimensões separadas, mas aspectos integrados que potencializam, de forma significativa, o desenvolvimento dos estudantes.
Juliana complementou essa reflexão ao trazer o conceito de mattering, destacando que ele não está relacionado a agradar, mas a algo mais profundo: sentir-se significativo. Trata-se de reconhecer que cada pessoa é vista, considerada e valorizada em sua singularidade e que há importância real nessa presença. Quando o aluno percebe que é reconhecido de forma única e que faz diferença no ambiente em que está, o vínculo com a aprendizagem se fortalece, assim como sua confiança e seu engajamento. O mesmo vale para os colaboradores da escola.
O encontro continua no sábado, com workshops, rodas de conversa e a elaboração de planos de ação, fortalecendo ainda mais o compromisso com uma educação intencional e transformadora.































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