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Pirâmide de Maslow e a inovação em sala de aula

Em algum momento recente você ouviu falar de SXSW, certo? E o que é isso? O South by Southwest é um conjunto de festivais que celebra a convergência entre tecnologia, cinema, música e cultura. Ele é realizado na primavera em Austin, Texas, nos Estados Unidos. O festival começou em 1987 e cresce a cada ano. Desde 2011 acontece o SXSWedu, que aborda a convergência da educação com todos os ítens citados anteriormente.


O evento é robusto, abarca discussões com profissionais de muita relevância e não pode mesmo passar despercebido no mundo da educação. Até porque está mais do que na hora de parar de encarar o mundo da educação como algo à parte do mundo real!


Sara Hughes e Juliana Storniolo, da FourC Bilingual Academy e da FourC Learning, participaram do evento e compartilharam seus insights em uma live, ainda disponível no YouTube, no dia 21 de março. As reflexões que elas trouxeram junto às perguntas dos participantes me levaram a pensar também. Se nós precisássemos elaborar uma representação visual sobre a inovação na educação, qual seria essa representação? Eu pensei na pirâmide de Maslow, você se lembra dela?


Daniela SHERMANN. Pirâmide de Maslow: o que é e porque você precisa conhecê-la. 2018


Pensando na convergência da inovação com a educação, a base dessa pirâmide, na minha opinião, seria o acesso. Sem acesso, as injustiças e desigualdades sociais se mantém e, como educadores, somos a favor de direitos e equidade a todos. É importante lutar pela garantia de que todas as instâncias educacionais tenham acesso a materiais, tecnologias e metodologias de qualidade. Note que a inovação não está apenas nas coisas materiais, mas nas formas de pensar sobre aquilo que temos à nossa disposição.


Depois de garantidas as oportunidades de acesso, no segundo patamar da pirâmide, eu colocaria o pensamento crítico, que é o que garante a segurança daquilo a que temos acesso. Aqui o papel do educador é primordial, que é de apoiar os educandos na análise e avaliação do que está diante deles.


Com oportunidade de acesso e pensamento crítico para tomar decisões sobre como usar as ferramentas inovadoras que temos em mãos, eu colocaria no terceiro patamar a exploração. Oferecer tempo de qualidade para testar os recursos o quanto for necessário. 


Ali bem próximo desse patamar, poderia estar a interação. Interação entre o humano e as ferramentas tecnológicas, sim, mas também e, sempre mais importante, a interação entre humanos e humanos! As inovações são sempre criações humanas, tentar interagir com os motivos por trás delas e a que elas servem é essencial.


No topo da pirâmide, eu colocaria as criações pessoais. O que é que nós, como agentes e protagonistas de nossas vidas, incluindo nisso nossa evolução pessoal e profissional, podemos criar por meio das ferramentas tecnológicas a que temos acesso? E quais outras ferramentas podemos nós mesmos criar para suprir as necessidades que enxergamos?



É muito difícil abordar a inovação sem falar de tecnologias da informação e comunicação, nós humanos somos muito atraídos por ferramentas, por máquinas e gadgets. No entanto, as discussões sempre voltam para nós mesmos e sempre devem voltar. Afinal, as inovações partem das necessidades e vontades humanas, passando pela capacidade de criação também humana. Por isso, em sala de aula, nosso foco também é o fator humano e o desenvolvimento de cada um de nossos alunos, como seres capazes de compreender suas necessidades e vontades e criar elementos que nos ajudem na jornada de sermos cada vez mais inovadores e cada vez mais humanos.


E você? Que outras representações você criaria para ilustrar essa conexão entre os seres humanos e a inovação? Compartilhe conosco suas reflexões!

 


Link para a live da Sara e da Juliana em nosso canal do YouTube: https://youtu.be/6Abqpt4A3ew?si=9XPStanyN9WFFukk


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